A impermanência das coisas
O que me assusta na passagem do tempo, não é o fato de ficar mais velha. Afinal, isso é algo sobre o qual não temos controle; além disso, acredito que só envelhecemos quando permitimos, digo no sentido de nos tornarmos ultrapassados para nós mesmos, de sermos incapazes de querer e fazer algo novo, de nos reiventarmos. E não de intervenções cirúrgicas, roupas, cabelos e atitudes que não tem a ver com a idade de cada um. Mas o que me aflige no correr do tempo é a sua velocidade (cada vez maior), inversamente proporcional à minha capacidade de realizar e fazer tudo o que planejo, quero é necessito. Além de ver que dia-a-dia, o cotidiano pode se perder, como se não tivesse existido. Dia desses, passei em frente à farmácia próxima à minha casa - que já estava fechada há alguns meses, devido à crise, algumas lojas da rede foram desativadas, - e vi que tudo o que restou da edificação foram escombros... Fiquei chateada, pois era um estabelecimento onde os funcionários te conheciam, p...