Minha amada Senhora
Já me antecipo pedindo desculpas pela pieguice. Mas todos sabem que aquele que ama, vez ou outra, acaba sendo piegas. É que não posso deixar - nesta ocasião - de falar da minha paixão por uma adorável velhinha que está aniversariando neste mês de janeiro. Essa senhora que, apesar da idade avançada, consegue todos os dias se reinventar; ser nova, moderna, mas lutando constantemente para não perder sua história e tradição. Uma anciã que a todo o momento recebe todos que a procuram com o maior carinho e digo todos, mesmo, todas as raças, crenças, culturas e gostos. Sempre há espaço para mais um! Senhora multifacetada, consegue abrigar em si várias formas e estilos de vida: é rica, é da periferia, da favela, das casas e arranha-céus; dos viadutos e avenidas, dos parques, lagos e rios (que chora por sua poluição). É do Brás e é da Oscar Freire; é do traje social e de gala e é do estilo alternativo, do short e camiseta. Transita, muda e renova a cada segundo. É mesmo difícil acompanhar ...