Postagens

Alegrias Artificiais

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Postou mais umas fotos em sua página; era a felicidade em pessoa! Estava no seu oitavo bloco e prometia sair em outros mais até a terça-feira... Para quem não a conhece pessoalmente, ou não a vê há algum tempo, juraria que não lhe falta agitação alegria e  disposição para brincar o Carnaval. Aliás, quem vê sua rede social, acredita que é uma das pessoas mais de bem com a vida e animada, com uma agenda lotada de eventos super mega legais. Mas além da sua linha do tempo, por trás de suas postagens, está a sua verdadeira essência: decepção amorosa, graças a um relacionamento terminado pouco antes do Carnaval (no qual adorava, mas não era adorada), uma carência desmedida por atenção, admiração e carinho e uma profunda e triste solidão... Eu conheço essa pessoa de perto e bem sei que sua rede social é a antítese da sua vida. Esse exemplo, infelizmente, não é exceção. Cada vez mais e mais indivíduos usam as redes sociais como um simulacro de uma vida emocionante, bem suce...

Para o meu olhar

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Meus olhos não devem se ater àquilo que nada posso fazer Não se trata de indiferença, mas sim de autopreservação A alma queima, coisas das quais sou impotente... Preciso deixar passar; liberar  Crer que tudo é e está como deve ser  Voltar meus olhos para mim  Transformar meu interior  Buscar forças onde tudo parece desabar... Sentir a alma livre das amarras, das injustiças, das incertezas Meus olhos devem repousar no que faz meu ser sorrir, coisas simples e maravilhosas: O voo de um pássaro As cores e formas das flores  A bondade de um gesto singelo  A imensa alegria de ter um sonho realizado  Superar decepções e dificuldades  Acreditar na grande força interior que me move e me mantém Envergo, mas não quebro! Paro, respiro, me recupero... Sigo na certeza de em breve a vitória encontrar

Novo Ano

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Quando o ano acabar  E tudo recomeçar  Serei novo, de novo! Vale a pena sonhar! (?)  Bailar ao som de fogos  Zigue-zaguear as ondas  Levantar o brinde da esperança  Abraçar os entes queridos  Desejar o melhor  Soltar um grito, um riso, uma dor.. Vale a pena sonhar! (?)  Despertar no dia seguinte  Primeiro dia, novo ano Mesma vida: prosseguir... Vale, sim, a pena sonhar!

Lágrimas da lama

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A lama que escorre, encobre, derruba, cimenta e mata é a mesma dos lucros abusivos, do dinheiro que financia os deputados "isentos" e aptos(?) a investigar o que aconteceu... O que aconteceu?! O mar de lama, tsunami, se corporificou. Ficou explícito o que sempre foi desde quando as caravelas aqui aportaram, corrompendo os primeiros índios; corromper ou executar e explorar livremente. A lama, lama das Gerais é a lama de Brasília, do Brasil, cuja "lava jato" nada limpa, só esparrama e respinga e enlameia e achincalha e expõe toda a sujeira na qual fomos afundados, soterrados... A lama tóxica da Vale matou o Rio Doce, seus peixes, a fauna, a flora, a vida. Rejeitos químicos se espraiam até o mar, à praia! Leva embora a esperança, vilas, sustento dos pescadores, dignidade, sonhos... Nos matam de vergonham e não se desculpam, não se incomodam, não se preocupam; essa é a exata proporção da certeza da impunidade reinante. Jogue o nome do país, jogue a economia, jogue o d...

Sucumbe

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País tropical asfaltado, verticalizado... Florestas sucumbem aos pastos; Trabalho sucumbe ao crime; Povo sucumbe ao poder... Terra rica e abundante (para alguns), Escassa e agonizante (para milhares): O tudo e o nada convivem lado a lado, Qual é o seu lado? Saber desprezado, dizimado, sucumbe ao ter  Ensina o consumo, consome o ensino (mero slogan...);  Consome a si até nada sobrar,  Até não sobrar ombros, lombos, mentes, mãos calejadas  Sustentam criminosos engravatados, empossados, empodeirados  Jogando, lucrando com destinos: Sociedade destruída, maltratada, mal educada;  Acabada!  País asfaltado, verticalizado, florestas são pastos;  Crime impera, povo sucumbe e consome;  Saber dizimado, consumo adorado... País que consome e consome e consome e consome e consome... E se consome, se consome, se consome, se consome ... Sucumbe, some...

City sitiada

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Pelas ruas sujeira e miséria. Caos do descaso; atraso ... Cidade rica, gente pobre Grandeza para o bem e para o mal Cidade que nunca pára agora anda em marcha lenta; atraso Cultura e ignorância disputam espaços: queda de braços  História transformada em escombros  Sem piedade, sem lembranças  Verde soterrado pelo concreto; atraso  Mas tudo está bem, estamos salvos!  Mais uma faixa foi pintada... Atraso!

Labirinto

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Nesse labirinto me perco cerco, beco sem saída...  Entro, saio, paro, espero quero escapar! Falsas passagens levam para o nada Navego no seco, me perco  cerco, beco sem saída...  Volto ao mesmo ponto, tonta quero escapar! Pés presos, imóveis caminham sem chegar Labirinto insano, me perco cerco, beco sem saída... Falta o ar, respiro, transpiro quero escapar! Sem horizonte, ando, estanco vou a lugar algum Rodopio nas incertezas, me perco cerco, beco sem saída... Acertar o passo, a certeza, firmeza vou escapar!