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Bexigas

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A coisa mais interessante que vi na black friday foi um coletivo de bexigas amarelas e pretas, dessas que enfeitam festas de aniversário de crianças, passeando por uma rua movimentada da zona norte. Verdade! Rolavam animadas pela calçada, passeando entre os pedestres! Estava eu parada em frente a uma livraria, próxima a um ponto de ônibus, quando as vejo "caminhando" saltitantes. Passam rente à ponta do cigarro de uma moça que estava no ponto esperando o ônibus... Escapam ilesas e seguem ziguezagueando entre a calça e a guia, não se importando muito com os carros que passam bem perto delas. Sigo as bexigas com os olhos, preocupada que algum carro pudesse acertá-las – como se fossem crianças brincando no passeio público – afinal, eram apenas balões cheios de ar! Mas acredite tinham mais vida e espontaneidade do que os zumbis que entravam, se acotovelavam, ou ficavam estáticos em frente às vitrines das lojas. De repente, sem cerimônia, elas atravessam a rua (como se soubess...

Sol, saxofone, gentilezas

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Hoje parei num farol e apareceu um rapaz tocando saxofone (tocava Anunciação, do Alceu Valença), debaixo de um de 30 graus! Quando ele terminou, eu aplaudi e sorri, fazendo um gesto de que não tinha trocado... Ele me sorriu de volta, agradecendo o aplauso e fazendo um coração com as mãos. Pois é, mais do que grana no bolso (todos temos contas para pagar...), nós precisamos de GENTILEZAS!

Entre ônibus, odores e o Bem-estar

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Posso dizer que essa semana vivi um dia, no mínimo, peculiar. Depois de dois ônibus – ainda bem – com trajetos rápidos, porém, de viagens maçantes a estressantes. No primeiro, o motorista tinha um rádio sintonizado numa estação religiosa, cujas músicas de letras inaudíveis (por conta de todos os outros sons no entorno: buzinas, motores, trânsito, portas do ônibus que se abrem e se fecham...), permeava o seu bate-papo animado e ambíguo com um passageiro, nascido no Rio Grande do Sul e, segundo o seu relato, conhecedor do passado da President'a no período em que residiu no Sul. De fato, a conversa dos dois era tão confusa, quanto as músicas que tentavam inutilmente cantar alguma mensagem de fé... Confesso que cheguei ao ponto final sem entender se eram contra ou a favor do governo atual; ora, eu ouvia "porque toda essa corrupção que ta aí...” Ou, "A Dilma bagunçou muito em Porto Alegre..." e ora ouvia: "eu não tenho do que me queixar, estou muito bem nesses ...

Silêncio

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(Edgar Allan Poe) Há qualidades incorpóreas, de existência dupla, nas quais segunda vida se produz, como a entidade dual de matéria e da luz, de que o sólido e a sombra espelham a evidência. Há, pois, duplo silêncio; o do mar e o da praia, Do corpo e da alma; um, mora em deserta região que erva recente cubra e onde, solene, o atraia lastimoso saber; onde a recordação o dispa de terror; seu nome e “nunca mais”; é o silêncio corpóreo. A esse, não temais! Nenhum poder do mal ele tem. Mas, se uma hora um destino precoce (oh, destinos fatais!) vos levar às regiões soturnas, que apavora sua sombra, elfo sem nome, ali onde humana palma jamais pisou, a Deus recomendai vossa alma!

Contra?

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Eu não sou contra nada, nem ninguém. O que sou é a favor de muitas coisas, dentre elas: Dignidade; Respeito;  Caráter;  Amizade;  Amor;  Igualdade irrestrita entre todas as pessoas;  Liberdade de credo;  Verdade;  Paz;  Espontaneidade;  Justiça;  Prosperidade etc.  Não tenho (e não tento) convencer qualquer pessoa sobre isso, mas não quero (e não vou) engolir ou ser convencida com discursos prontos, escolhidos em prateleiras, de pessoas que precisam dar opinião sobre absolutamente tudo – e o tempo todo! Não sou obrigada a NADA! Não tenho que dar opinião sobre NADA! Tenho a opção de não me indignar e preferir ouvir os cantos dos pássaros. Passarinhando, encerrando vou parafrasear, ou melhor, citar Mário Quintana: "Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho! " (Poeminho do Contra)

Transformar

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Quando o vazio é o que te preenche O silêncio é o que fala A solitude o que te acompanha É hora de ficar imóvel, Da espera que antecede tudo o que está por vir Despir as vestes das crenças passadas E deixar passar... Rumo ao novo: mudar Soltar as amarras das crenças, orgulhos; ilusões Transcender o aparente Buscar a plenitude para emergir o que é real Traduzir os sonhos Ouvir a voz da alma: se TRANS-FOR-MAR!

Assim caminha (ou não) a humanidade

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Quando nascemos ele está lá, pronto para nos acolher e nos levar com ele por toda a nossa vida. Alguns dão de ombros, passam ao largo e vivem seus primeiros anos de vida longe de sua supervisão direta. Na fase escolar, ele está ali, olhando para ou por você, depende do lado que você está. Mas quando crescemos e alcançamos a vida adulta não há como escapar; lá está ele – de braços abertos, sorridente – pronto para nos envolver e nos acompanhar até a hora do descanso eterno. Há dois lugares que são a sua morada predileta: a empresa onde se trabalha – a maior parte delas – e nas esferas públicas (serviços, órgãos, repartições...). Mas atualmente ele faz hora extra e podemos encontrá-lo em outros lugares-chave da sociedade: alguns tipos de “entretenimento”, mídias, corporações, instituições financeiras e outros mais. Em se tratando de uma pessoa resignada, você irá se acostumar com a sua presença constante e vigilante. Passado um tempo, vai começar a gostar dele e achar que sua abran...