Não atire a primeira pedra!
Sabe aquela história da pedra que, quando jogada no lago, suas ondas vão se propagando e propagando? Pois então, o mesmo acontece com a gentileza ou com a agressividade. Quando iniciado o processo – e toca alguém – tal processo tende a reverberar e reverberar e reverberar. Vivi algo do tipo recentemente. Ao encarar uma fila enorme no metrô para carregar o bilhete, vejo que próximo ao guichê, sentados no chão, estão dois meninos: um de 7 ou 8 anos de idade; e outro com aproximadamente 10, tinha umas mechinhas louras (caseiras) no topinho da cabeça; essas modinhas de jogador de futebol ou pagodeiro. Vendo aqueles dois, uma única indagação me ocorreu: o porquê da mãe deixar as crianças sentadas naquele chão sujo... Mas para meu espanto, a mãe não estava na fila; ela não estava ali! Só me dei conta do fato, à medida que me aproximei dos moleques e vi que pediam, a cada pessoa que chegava ao guichê, para lhes dar uma moeda. Tal fato me fez perguntar que tipo de pais (pais?!) abandonam seu...