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Indignidades

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Indignação, Indignação, Indignação, Indignação, Indignação: morte de Teori Zavaski ... Indignação, Indignação, Indignação, Indignação, Indignação: grafites apagados ... Indignação, Indignação, Indignação, Indignação, Indignação: presídios em Manaus e Rio Grande do Norte ... Indignação, Indignação, Indignação, Indignação, Indignação: posse e discurso de Trump ... Indignação, Indignação, Indignação, Indignação, Indignação: surto de febre amarela e malária ... Indignação: palavra, sentimentos gerados … Que sublimem, elevem, superem, se transformem : em novo, nobre,   B om . Até lá... só me resta IN- DIG- NA- ÇÃO !!!

A impermanência das coisas

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O que me assusta na passagem do tempo, não é o fato de ficar mais velha. Afinal, isso é algo sobre o qual não temos controle; além disso, acredito que só envelhecemos quando permitimos, digo no sentido de nos tornarmos ultrapassados para nós mesmos, de sermos incapazes de querer e fazer algo novo, de nos reiventarmos. E não de intervenções cirúrgicas, roupas, cabelos e atitudes que não tem a ver com a idade de cada um. Mas o que me aflige no correr do tempo é a sua velocidade (cada vez maior), inversamente proporcional à minha capacidade de realizar e fazer tudo o que planejo, quero é necessito. Além de ver que dia-a-dia, o cotidiano pode se perder, como se não tivesse existido. Dia desses, passei em frente à farmácia próxima à minha casa - que já estava fechada há alguns meses, devido à crise, algumas lojas da rede foram desativadas, - e vi que tudo o que restou da edificação foram escombros... Fiquei chateada, pois era um estabelecimento onde os funcionários te conheciam, p...

Verbo versos

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Solto o verbo, Versos...  Calo, paro  Engulo Auto-censura Quero dizer, Digo (?) Calo, paro Engulo Dentes apertados Sem verbalizar,   Não dizer  Ausência de pensar...  Transito entre quereres e não saberes  Indefinições parecem infinitas Perecem o tempo da tranquilidade  Que há muito se afastou Tento inutilmente alcançá-la Mais um dia se foi... Prova que as incertezas  São as coisas mais certas  Solto o verbo  Escrevo Não paro, fluo  Disparo Libero Penso, palavras  Prosa, poesia... Desprende Expresso  Posso!

Ser diferente, para quê?!

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Vivemos um tempo em que a aparência é tudo: como e o que se veste, a marca e modelo do carro, do celular... Os lugares que se frequenta, suas postagens nas redes sociais. Tudo catalogado, contabilizado e formatado. Há um padrão preestabelecido que precisa ser seguido (à risca) para que o estado geral de normalidade e conformidade não seja violado. É preciso se comportar dentro das normas vigentes, estipuladas para cada categoria de indivíduo. Cabe à pessoa encontrar a sua e se enquadrar nas tais normas. Sem direito a mudanças posteriores. Uma vez reconhecido e catalogado, não se abandona seu rótulo. As roupas estão disponíveis para que todos tenham acesso; logo, vistam-se iguais. E, de preferência, com peças beeem justas, do tipo embalagem a vácuo. Cabelos, barbas, acessórios... iguais. Gestos, poses, posturas, posições, PENSAMENTOS... igualmente iguais. Não pense fora da caixa! Pelo amor de Deus! Não saía da caixa!! Consuma o que todos consomem. Diga o que todos dizem s...

Dia a dia

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Após sair do coletivo, quase aos tropeços, toma fôlego, ajeita a bolsa e segue seu rumo. Os passos apressados buscam espaços em meio a pés, sacolas, caixas, degraus, mochilas, calçadas, gentes... Olhos à frente, ao redor, no relógio. Centenas e centenas de pessoas por todos os lados: apressadas, atrasadas, lentas, ligadas, distraídas... Desvia de mais um zumbi, com os olhos fixos na tela e andar robotizado. Eles parecem se multiplicar como em um filme de terror! Insistem em estar por todas as partes, travando os caminhos que seguem sem se dar conta; o corpo se move, autômato, e os leva instintivamente a todas os lugares. Suas almas já foram sugadas pelos dispositivos; não há mais o que fazer... À essa altura alcança o corredor infinito de ambulantes  que disputam cada centímetro de caçada com os pedestres. Desvia daqui, virá pra acolá... Quase chegando ao seu destino, ainda precisa alcançar uma escada, passar pelas cancelas que dão acesso à entrada, percorrer o imenso hall...

Amigos: na alegria e na tristeza...

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Para Edú Dias ( in memoriam ) Quando tive a ideia de escrever sobre essa crônica não havia me dado conta de que esse mês se comemora o Dia do amigo, 20 de julho. Na verdade, uma amiga mais que querida (presente em minha vida, apesar de um oceano de distância) havia me soprado o tema há algum tempo, mas só agora me veio o que dizer. Poderia tecer frases meigas e dóceis, falar só de coisas maravilhosas, saltear de corações e unicórnios esse texto sobre algo que considero lindo e raro: a amizade verdadeira. Contudo, para quem já está nos "enta", viu bastante coisa e passou por alguns bocados, prefiro expor a minha real percepção e experiência do que já vi e vivi. Costuma-se dizer que o verdadeiro amigo é aquele que está ao seu lado nos momentos de sucesso, pois consegue te ver bem e ficar feliz por suas conquistas. Em parte, concordo com essa afirmação, porém, – na minha modesta opinião – essa crença pode ser enganosa. Vajamos... É muito fácil e cômodo estar ao lado...

Sonhos não envelhecem, mas temos que alimentá-los

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 Há alguns dias, uma amiga – profissional muito competente que está buscando recolocação no mercado, depois de um drástico corte na empresa onde atuava – me contou algo que lhe aconteceu e que me fez refletir sobre questões ligadas ao trabalho, tempo livre e nossos projetos e sonhos; o que me levou a escrever esse texto. Minha amiga leu a respeito de um parque temático, exclusivo para amantes de vinhos, que acaba de ser inaugurado na França. Como boa amante de vinhos, adorou a ideia (e confesso que eu também!), mais do que depressa compartilhou a notícia via WhatsApp com Cida, uma amiga apreciadora da bebida, com quem muitas vezes reúne as famílias para belos almoços regados a vinho. Entretanto, para a surpresa e decepção de minha amiga, Cida lhe respondeu que só nos sonhos poderia ir a Bordeaux visitar esse parque… Tentando não perder a graça, minha amiga ainda retrucou, dizendo “oui, oiu! Vamos, sim!”. E para derrubar de vez toda a empolgação, Cida responde a seguinte pé...