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Fim do mundo, não! Fim do Ano

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Bem, se você está lendo esse texto é porque tanto eu quanto o prezado leitor estamos bem vivos e a Terra girando como sempre. Pois é, o mundo não acabou, mas acredito que o seu 13º já! E tudo segue no rumo certo; acredite, tudo está exatamente onde deveria. Embora muitas vezes os acontecimentos pareçam completamente sem sentido para nós; Porém, com o tempo, a explicação se apresenta e entendemos o porquê de situações que antes pareciam injustas e até absurdas. O mundo pode não ter acabado – literalmente – (graças a Deus!), mas, creio eu, que chegamos ao final de uma etapa e estamos prestes a fechar mais um ano e um ciclo. É o momento oportuno para refletirmos o verdadeiro significado de COMPARTILHAR, verbo que anda na modinha atualmente, mas cujo real significado é pouco aplicado na prática. Compartilhar, segundo o dicionário Michaelis: vtd+vti participar, partilhar, compartir. Ou seja, é muito mais do que postar fotos, gracinhas e pensamentos nas redes sociais, compartilhar é divi...

Túnel do tempo II

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Mais duas crônicas antigas, direto do túnel do tempo! Onde está Paulinho Guerreiro? Há certos lugares que compartilham fases importantes de nossas vidas, e por essa razão, acabam tornando-se igualmente inesquecíveis. Por exemplo, quem não se lembra de um local predileto para os esconderijos e brincadeiras da infância, a rua do melhor amigo, a praça ou o point da paquera, a porta do colégio, enfim, tantos lugares, várias emoções... Mas há outros lugares que chamam a atenção por sua peculiaridade; e o amor me levou a conhecer um destes lugares. Cidade de drásticos contrastes, íngremes ladeiras, ruas apertadas e casas de fachada precária. De um lado - ponto extremo - glamour, riqueza, casas estruturadas em condomínios luxuosos. De outro, ruas com buracos que podem nos transportar para o Japão sem escalas; falta de calçadas, pedestres e crianças nas ruas e pasme, postes no meio da rua; isso mesmo, no meio da rua. Por isso, não se assuste se um motorista bater num poste, nesta...

Vivenciar os opostos

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Semanas atrás assisti a uma palestra que abordava os sucessos e fracassos vistos sob uma ótica diferente. Entre as diversas coisas interessantes que ouvi, uma expressão me chamou a atenção: vivenciar os opostos. Nesse contexto, vivenciar os opostos significa conseguir entender melhor a própria condição, dar valor à vida e ao que acontece a cada dia, a cada segundo... Ver com outros olhos os momentos dolorosos e saber que precisamos (de alguma forma) de tais circunstâncias para podermos apreciar os momentos de alegria. Repousar na doença para dar valor à saúde. Aproveitar a solidão para se fazer companhia e se conhecer melhor. Na falta de dinheiro, aprender a valorizar o que realmente importa. Tudo em nossa vida opera com os opostos: dever e prazer; dia e noite; trabalho e descanso; amor e ódio; alegria e dor; felicidade e tristeza; o belo e o feio. Enfim, dualidades mil que nos rodeiam e que fazem parte de nós mesmos e de nossas vidas. E é a nossa natureza – eternamente insatis...

Direto do túnel do tempo

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Crônicas publicadas no jornal Correio Paulista, de Osasco: Ah, por que fui escutar o que mamãe dizia?... Andy Warhol, mestre da Arte Pop, disse que no futuro todos teriam os seus quinze minutos de fama. Profecia ou não, Andy estava certo. Temos hoje uma verdadeira enxurrada de “ilustres desconhecidos” que em nome da fama e (da grana) topam, literalmente, TUDO. Doce ingenuidade a minha... menina obediente que eu só, fui seguir o conselho de mamãe: “Minha filha, estude. Só o estudo garante um bom futuro, uma profissão e dinheiro.” Devo admitir que na época em que minha amada mãe me dava este sábio e precioso conselho tudo fazia sentido para mim. Afinal, minha geração é fruto de mulheres que lutaram pela igualdade de direitos, trabalho, respeito, abaixo às Amélias, etc., etc. e etc... Vejam só, trinta e poucos anos depois o que as mulheres se tornaram? Objeto. Sim, objeto no mais vil sentido da palavra. Produto comercial mesmo; descartável. A gostosona do anúncio de cervej...

S.O.S para meus tímpanos!

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O fato de estar há mais de um mês sem postar absolutamente uma letra, sequer, deve-se a um fato nada agradável: tomo café da manhã e termino o meu expediente ao som ensurdecedor (e enlouquecedor) de uma persistente britadeira. Isso mesmo, a malvada começa a britar por volta das 8h30 da manhã e, na maioria dos dias, só pára às 17 horas. Enquanto tento - com muita insistência - escrever esse desabafo, a maldita máquina está lá fora sem pausa num barulho infernal... Essa tortura já se estende há pouco mais de um mês e ninguém sabe até quando o suplício continuará. Tudo fica quase impossível: pensar, escrever, trabalhar. E falar ao telefone, um exercício de loucura: "hein?; como?; você pode repetir, por favor?; oi??!; fala mais alto!". Você deve estar se perguntando o que acontece. Explico: uma equipe de doutos operários, uns cinco ou seis (contando o mestre de obras); sim, existe um mestre de obras. Como eu ia dizendo, estes ilustres operários estão tentando consertar o mu...

Ecos lógicos

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 Tentei não me incomodar com tantas contradições, mas foi impossível. Mais forte do que a minha vontade de me alienar (?) é, sem dúvida, a minha vontade de questionar. Como pode um país sediar um evento para discutir o futuro “sustentável” do planeta, se não consegue sequer olhar para o próprio umbigo e cuidar do seu quintal? É difícil ficar indiferente quando todos os noticiários (impressos, online, TV...) repercutiam a tão falada Rio + 20. Acho vergonhoso nosso Brasil querer falar de ecologia; Ops, desculpem a minha falha! Não se diz mais ecologia, agora se usa o termo sustentabilidade. Como se a mudança de palavras fizesse a alteração mais importante: a mentalidade de quem decide se preserva, ou não, os recursos naturais. Enfim, retomando, acho (no mínimo) curioso o Brasil posar de líder, de sede do evento e de país que tem e prática ações sustentáveis. Afinal, para usar uma expressão bem popular adaptada ao assunto, o buraco na camada de ozônio é bem mais em cima. ...

Perdendo o controle

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Já reparou que ultimamente todo acidente absurdo (e triste) que vemos nos noticiários o motorista alega que “perdeu o controle do carro”? Pois é, todos os dias nos deparamos com notícias sobre atropelamentos, batidas e desastres de todos os tipos e o que mais ouvimos é que o motorista “perdeu o controle”... Na verdade, quem sai para as ruas nas grandes cidades do país – como pedestre ou motorista – percebe que todos perderam o controle há muito tempo. Os pedestres perderam o controle de esperar o farol ficar verde para atravessar; perderam o controle de atravessar na faixa, de esperar os carros pararem. Os motoristas então... Ah, estes estão num descontrole só... Estressados até nos finais de semana. Quando me refiro a motoristas, aqui, digo de carros de passeio, motociclistas, motoristas de táxi, caminhões e coletivos. Vejamos alguns exemplos básicos: Não conseguem controlar o desrespeito com os pedestres avançando o sinal vermelho, não parando para dar a preferência...